Vida de Couchsurfer

Eu sei, eu sei. Continuo faltando com minhas obrigações aqui no blog, mas é que meu semestre ainda não terminou e ainda tenho muitas páginas para escrever até ele terminar. Mas, falemos do último feriado…

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Quem lê o blog, sabe que eu já falei algumas vezes sobre o Couchsurfing, rede de viajantes que se hospedam nas casas uns dos outros ou mostram suas cidades para outros viajantes totalmente de graça. Se é a primeira vez que tu ouve falar disso: sim, acredite, essa rede existe. O legal do CS é que não só se pode hospedar e turistar, mas também saber de eventos do CS que estão rolando na cidade enquanto tu estiver nela. Quando estive em Buenos Aires, eu e minha amiga Adri, argentina que me hospedou na cidade portenha, ficamos sabendo de uma festa de graça, com cerveja a 15 pesos, que ia rolar em uma mansão com piscina e tudo. Foi um cara do CS que organizou a tal da festa. Assim como existem eventos como esse, os membros desse site também fazem pic nics, churrascos, free walking, tour de bicicleta, encontros para falar inglês, alemão, francês e qualquer coisa que quiserem inventar de fazer. Além de tuuudo isso, ainda existem mais duas coisas. A primeira é o weekly meeting (encontro semanal), que, geralmente, ocorre em todas as quintas-feiras, em praticamente todas as cidades do mundo. Pra saber o local, é entrar no grupo da cidade no site do CS e ver o link do evento. A segunda coisa é a Invasion, que é um evento que acontece de tempos em tempos em todo mundo, podendo ser nacional ou regional. Não entendi, Ellen. Então, se chama invasão porque diversos CSers (membros do CS) vão para a mesma cidade com o intuito de participar dos eventos organizados pelos viajantes do CS da cidade invadida. Costuma-se escolher feriados para o evento ser realizado e, geralmente, tem duração de 4 dias. Eu já fui em duas invasões, uma regional em São Paulo e outra nacional aqui em Porto Alegre, que aconteceu nesse último feriado.
A invasão que fui em São Paulo aconteceu no ano passado. Eu fui com a minha amiga Sandra, e nós ficamos hospedadas em Guarulhos, na casa da Adriana, CSer que a Sandrinha tinha conhecido na Invasion Floripa. Abaixo fotos.

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Eu e Sandrinha no Churras da Invasion SP (2º dia)

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Olhem quanta gente no churras, e esse era o segundo andar.

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Meio do churras

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Final do churras

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Que tal a gente pegar um metro pra Augusta?

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Festa no metro

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Que Augusta que nada, vamos jogar UNO no apê do Claudinei

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Festa do CS (3º dia)

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Pic nic no Ibirapuera (4º dia)

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E, em SP, tudo termina em pizza.

A invasão aqui em Porto Alegre já estava sendo programada há muito tempo e foi a segunda a ser realizada por essas bandas. Quando recebemos a primeira invasão, eu ainda não fazia parte do CS. Bem, vou contar o que foi programado para os 4 dias de eventos porto-alegrenses. Tudo começou com o weekly meeting, na quinta-feira, dia 14 de novembro, no 512 (Rua João Alfredo, 512), bar onde sempre ocorre o encontro do CS Poa, toda quinta-feira, a partir das 19h. Eu e minha prima Cassiany chegamos bem atrasadas, lá por umas 23h, mas, em seguida, começaram a chegar na fila CSers de outros estados, vindos direto do aeroporto, o que fazia com que a fila ficasse cheia de malas e mochilas. Ali mesmo já começamos a conhecer a galera, e eu, finalmente, conheci o maranhense que foi o responsável por eu entrar no CS (conheci a rede a partir do blog dele, O mundo numa mochila) e por eu querer fazer uma viagem de volta ao mundo: o Claudiomar. O cara é muito sociável, engraçado e super adora registrar tudo com sua câmera. Enfim, aquela noite foi a mais tranquila, dia da galera se conhecer, conversar e pegar seu kit para os próximos dias.
No dia seguinte, houve diversos programas simultâneos: tour pelo centro de Porto Alegre (que incluía Feira do Livro, almoço no Chalé da Praça XV, andar de barco pelo Guaíba e ver o pôr do sol, mas choveu e não rolou do pessoal andar de barco, nem ver o pôr do sol, então eles ficaram bebendo em um bar do centro), tour para Gramado/Canela/Nova Petrópolis (incluindo café colonial, Lago Negro e Cascata do Caracol) e tour para Feliz (onde visitariam o Festival de Cervejarias Artesanais e fariam degustação na Vinícola Don Guerino). Eu não participei de nenhum desses tours. Para a noite, estava programado Pub Crawl e Bigoday Party.
O Pub Crawl incluía 5 bares, todos na Cidade Baixa, bairro boêmio aqui de Poa. Fomos divididos em 2 grupos, um que saiu às 19h e outro às 20h. Adivinha em qual que eu tava? Sim, eu sou uma pessoa atrasada. Eu e a minha prima, aliás. O primeiro bar era nos fundos da loja Budha Khe Rhi (Rua General Lima e Silva, 867), e tínhamos 1h de Heineken liberada. Quando chegamos, assinamos um termo de compromisso, colocamos as pulseirinhas no pulso, já enchemos nossos copos e fomos socializar com as poucas pessoas que estavam lá. Estávamos esperando o pessoal que estava chegando da Feliz. O primeiro grupo com mais ou menos 40 pessoas já estava no segundo bar. Quando o pessoal vindo da Feliz chegou, eu já tinha perdido as contas de quantos copos eu já havia tomado, mas como eles ainda tinham que aproveitar a cerveja liberada, ficamos mais um tempo por lá.

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Assinando o termo de responsabilidade por seus atos e pegando os tickets de cada bar

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Heineken liberada

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Se preparando para a chuva

Como eu disse antes, estava chovendo. Todos ganharam capas de chuva e foi assim mesmo que saímos para o segundo bar, o Dirty Old Man (Rua General Lima e Silva, 956), simplesmente meu pub preferido de toda Porto Alegre e o mais barato também. Lá, tínhamos direito a um shot de alguma bebida doce que eu não tenho a menor ideia do que era.

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Shooots!

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Lucas (canadense), Bruna, Yo, Cassy e Vini Fortes

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Galera no Dirty (o pessoal sentado não curtiu muito a nossa invasão)

O terceiro bar foi A Toca da Coruja (Rua General Lima e Silva, 1255), lugar para tomar a cerveja artesanal Coruja, que é muuuito boa, por sinal. Recomendo muuuito esse bar. Lá, ganhávamos um copo considerável de cerveja e podíamos escolher entre Viva e Extra Viva. Dica: o teor alcoolico da Extra Viva é maior. Ficamos lá um bom tempo. Eu e minha prima conversamos bastante com o Jèrôme (francês), com a Lilo (colombiana) e com o Lucas (canadense).

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Chegando na Toca – Fonte: meu amigo Cser Jorge 

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Que ótimo dia para a Toca fazer aniversário, né?

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Pegando a nossa Extra Viva – Fonte: Jorge Epíntula

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Cabô a chuva, pessoal! – Fonte: Jorge Epíntula

Quando saímos para o quarto bar, para alegria de todos, a chuva havia parado. O quarto bar era o Prefácio (Rua Sarmento Leite, 1024). Lá, tínhamos direito à comida e a uma caipirinha de bergamota (ou mexerica), que estava muuuito boa, por sinal. Nesse bar, eu percebi que as coisas estavam começando a girar, então foi um ótimo momento para comer alguma coisa. Ganhamos pasteis e polenta frita. Minha prima me deu mais da metade da caipirinha dela e pegou o resto da minha, mas não terminou e disse para o Jèrôme terminar.

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Invadindo! – Fonte: Jorge Epíntula

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Eu e minha prima, Cassy

Indo para o quinto bar, a maior parte do pessoal começou a cantar pelas ruas da Cidade Baixa todas as músicas antigas possíveis. O que umas doses de bebida fazem com as pessoas. O quinto bar era o lugar do nosso meeting semanal, o 512. Lá, podíamos trocar nossos tickets por duas doses de cachaça artesanal Chica, e tinham vários sabores. Minha prima não curte muito cachaça, então pediu para o garçom (que eu lembro de perguntar o nome, mas não me lembro mais) se não podia ser vodca. Ele disse que pra gente podia. Daí minha prima disse “Mas é pura?”. E eu fiquei tipo “Com quê que tu achava que era?”. Daí bebemos. Ela cedeu o segundo ticket dela ao francês, e eu tomei uma dose de cachaça de mel, mas eu não curto muito mel, sei lá.

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Pessoal cantando na rua. – Fonte: Jorge Epíntula

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No 512. – Fonte: Jorge Epíntula

 Como todo mundo sabe, um Pub Crawl sempre termina em uma festa. Nossa festa foi intitulada Bigoday (eu não curti o tema, mas não abriram uma votação, então…) e aconteceu no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834), lugar bastante conhecido por suas festas rockeiras. Nós tínhamos uma área reservada só para nós. Eu lembro de praticamente toda a festa (menos a parte que bebi cerveja lá e que tive meu momento de tiete do Claudiomar contando pra ele tudo que eu já falei pra vocês ali em cima) e tenho certeza que não usei bigode. 😛

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Camarote enchendo. – Fonte: Jorge Epíntula

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Eu não aderi, mas teve muita gente que aderiu ao bigode style:

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No dia seguinte, sábado, o evento que não podia faltar em pleno Rio Grande do Sul era um churrasco, que começava às 14h, mas eu e minha prima só chegamos depois das 17h. Ao chegar, cada um ganhava uma caneca de alumínio. O chopp era liberado (nas fotos abaixo, vocês podem ver a marca). Logo no início, já conhecemos o Vinicius (que depois eu percebi que já conhecia da Invasion SP) e o Evandro, os dois do RJ. Lá também encontramos o Jèrôme e o Mauricio, este último já conhecíamos do nosso último meeting antes da invasão (que foi, tipo, em março). Conhecemos outras pessoas e vimos outras que fazia tempo que não víamos. Todo mundo dançou bastante, e sei que fomos embora às 4h da manhã depois de muuuito chopp e muuuita comida. A única coisa que eu queria era dormir.

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E a galera conseguiu terminar com tudo isso aí de chopp.

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Ainda sóbrios.

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Nem tão sóbrios.

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Dançando funk…até o chão.

No domingo, tinha pic nic na Redenção, mas eu tinha aniversário de uma das minhas melhores amigas e não fui, então decidi encontrar o pessoal no último evento da invasão, comer no Só Comes (Rua General Lima e Silva, 417), que é um dos meus lugares preferidos, principalmente pela batata frita com queijo deles. A galera foi em peso. Fui mais para me despedir das pessoas que conheci. Cheguei umas 20h e pouco e fui embora perto das 21h30. Quem não foi para casa se dividiu em grupos, uns foram para bares (Dirty e Toca) e outros foram dançar salsa do In sano (Rua General Lima e Silva, 601). Pra mim, o feriado e o findi haviam terminado. O que posso dizer é que esse feriado entrou para o top 5 de melhores feriados da minha vida.
Acho que é isso. Espero que tenham gostado de como funcionam as invasões e que apareçam na próxima, que será em Belo Horizonte, de 16 a 21 de abril de 2014. Como estou prestes a viajar dia 29 de dezembro, não estou podendo pensar em comprar passagem para Minas nesse momento, mas, em fevereiro, vou começar a ver como fazer para ir porque uma invasão nacional em Minas Gerais não dá para perder. Vamos?

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