Coisas básicas que um viajante deve saber – Como organizar uma viagem

Organizar a própria viagem é um dos fatores que diferenciam os viajantes dos turistas. Viajante vai atrás, pesquisa, fica horas em frente a um computador, conhece muitos blogs, lê muitos relatos, sabe de História, aprende muito e, ainda por cima, até acaba ajudando outras pessoas a planejar suas viagens, mas todo mundo sabe que fazer tudo isso sozinho não é nada fácil. Então, eu decidi criar um pequeno guia para ajudar principalmente aqueles que ainda não tem ideia de como dar o primeiro passo para dentro desse mundão mochileiro. Preparados(as)?

1) Escolhendo se vai sozinho ou acompanhado

Isso faz toda a diferença para o próximo passo da viagem. Se você for sozinho(a), então tem muito menos coisas para levar em conta. Agora, se for acompanhado(a), tem que saber encontrar o(a) parceiro(a) certo e entrar em um acordo com ele(a). Sou dessas pessoas que planejam tudo sozinhas, e, se alguém quiser ir junto, que vá, mas se quiser fazer algo diferente do que eu planejei, que não me encha o saco pra mudar, apenas faça. Sou adepta do “cada um faz o que quer e vai para onde quiser”. Acredite, é melhor isso do que entrar em discussões desnecessárias por causa de roteiro. É claro que não estou dizendo que não aceito mudanças de planos. Estou dizendo que quando a gente planeja uma viagem, colocamos atividades que gostaríamos muito de fazer. Daí alguém decide ir de carona no roteiro que você preparou com muita pesquisa e amor, não pesquisou nada, chega lá e quer fazer outra coisa, ou fica reclamando, ou quer fazer de uma forma totalmente diferente da qual tu planejou. Dá pra entender? Quando se decide por viajar acompanhado, acho mega importante as duas ou todas as pessoas pesquisarem antes de ir para não ter que ficar tudo nas costas de apenas uma pessoa e as outras só fazerem o que ela planejou ou ficarem reclamando de ter que ir em algum lugar que não acham interessante. Então, escolha bem a sua companhia.

2) Escolhendo o destino

Agora entendem por que eu disse que ir sozinho(a) ou acompanhado(a) faz diferença? Se for sozinho(a), é escolher o destino e ser feliz. Se for acompanhado(a), daí já tem que ter uma conversa maior, ver a situação financeira e de tempo de cada uma das partes interessadas, que estilo de viagem cada um prefere, essas coisas. Não é impossível chegar em um acordo, mas aconselho a combinarem que todos irão pesquisar para poderem ir aonde quiserem no(s) destino(s) escolhido(s), assim, ninguém fica totalmente preso ao roteiro do outro e todo mundo fica satisfeito. Viajar junto não significa ficar o tempo inteiro juntos, lembrem-se que somos indivíduos. Outra coisa, escolham um lugar que tenham muita curiosidade de conhecer porque todos sabemos que isso motiva e faz descobrir coisas que não sabemos.

Para tornar a escolha do destino mais fácil, há uma lista de perguntas básicas que devemos nos fazer para tomar uma decisão:

  • Por que vou viajar?

O motivo pode mudar ou não a cada vez que colocar a mochila nas costas, mas é sempre bom pensar o que está te fazendo querer partir. O bom disso é que ninguém precisa saber teus motivos, e serão eles que te motivarão ao planejar a tua viagem e colocá-la em prática. É se questionando que descobrimos o que estamos buscando e criamos nossas expectativas. 

  • Que tipo de viagem eu pretendo fazer?

Dependendo das respostas sinceras advindas da pergunta anterior, virão as respostas para essa. Mochilão, turística, mais praia, mais cidade, mais interior, mais cultural, mais compras, mais gastronômica, mais festeira, mais mística? É hora de decidir. Acho que tudo depende da vibe que você estiver. Não faremos sempre viagens cheias de festas, como às vezes também não vamos querer só ficar na praia. Se quer mais calma, não vá para lugares que sabe que são agitados, isso é frustração na certa. Além disso, essa escolha influencia nas outras perguntas abaixo. Se vai fazer uma viagem mais turística, vai gastar mais em hospedagem, por exemplo, o que já aumenta o orçamento. Entenda que quando se planeja uma viagem sozinho(a), é preciso pensar em tudo. Encaremos os fatos: viajar acompanhado é, na maioria das vezes, dividir responsabilidades.

  • Quanto tempo eu posso ficar fora?

Isso é importantíssimo e é básico. Se tiver pouco tempo disponível, menos cidades vai conhecer. Se tiver mais tempo, pode ir para lugares mais longe, mais cheios de cultura e atrativos porque terá tempo de conhecer ao invés de sair correndo e ver tudo pela metade. Coloque na tua cabeça, principalmente se você for mochileiro(a), que não dá para se dar ao luxo de gastar mó grana pra ficar duas semanas na Ásia, por exemplo. É muito pouco tempo para quantia enorme que se gasta só nas passagens aéreas.

3) Pesquisando sobre o destino

Se você ainda não conseguiu escolher exatamente o teu destino, essa é a tua última chance. Provavelmente você está em dúvida entre bem poucas opções, então é pesquisar o que cada uma delas tem para oferecer e combina mais com o teu momento e te decidir. E se você já escolheu para onde vai, é hora de pesquisar cidades e seus pontos turísticos, hospedagens, ler sobre a cultura e a história de cada lugar, ler relatos de outros viajantes (comece pelo site Mochileiros.com), anotar dicas sobre coisas boas e coisas ruins, comprar guias, perguntar para quem já foi, enfim… Entenda que pesquisar traz autonomia ao viajante. Acho extremamente desnecessário alguém viajar para um lugar só para dizer que foi, voltar sem nada a acrescentar, sem nada para contar sobre a cidade, apenas contando o que comprou em tal e tal loja. Viajamos para respirar cultura, para sentir história, para viver pessoas. Quanto mais pesquisarmos, mais poderemos entrar em contato com o lugar que visitaremos. Quem pesquisa, deixa de ser mero turista. E quer saber de uma coisa? Durante a pesquisa é quando a gente já começa a viagem. Sim, é verdade. É quando a gente começa a se sentir lá. E, ao mesmo tempo que é um pouco cansativo, é muito divertido. É através da pesquisa que tu vai fazer o teu roteiro, vai decidir quantas cidades vai visitar de acordo com o tempo que tem, quantos dias vai ficar em cada uma, como faz para se deslocar de uma para a outra, onde vai ficar. Essas coisas todas. É tão legal que é possível até imaginar todo o trajeto.

Outros sites que podem ajudar: Lonely Planet, Routard, Tripadvisor, e o teu amigo Google

4 ) Fazendo o orçamento

Digamos que essa é a parte mais chata e a que vai te fazer mudar algumas coisas no roteiro. Agora, você finalmente vai ter uma ideia, sim, uma ideia de quanto irá gastar com toda a viagem. Eu digo ideia porque é impossível saber exatamente quanto se vai gastar. Não tem como calcular quanto por dia se irá gastar com comida, não dá para adivinhar quanto estará o dólar, nem contar que a passagem e as diárias do hostel/hotel continuarão com os mesmos preços. Portanto, o que você terá no final dessa conta toda é um valor aproximado de quanto custará toda essa brincadeira. Nessa parte, também existem perguntas a fazer a si mesmo(a).

  • Qual a data da minha partida?

É legal escolher um mês ou um período pra tua partida porque isso impõe prazos. Do momento que houve a decisão de partir até o momento da partida em si, há muito que se fazer: pesquisas, guardar dinheiro, comprar equipamentos, fazer reservas ou não, mudar roteiro, mudar destino, enfim. Escolha uma data de partida e foque em começar a realizar o seu sonho de viagem. É assim que tudo começa.

  • Quanto eu posso gastar?/Quanto eu estou disposto(a) a gastar?

Já tendo uma data de partida, é possível ter uma ideia de quanto você consegue economizar por mês, de quantas coisas tu consegue parar de fazer por um tempo para conseguir o dinheiro necessário para ir a tal lugar, de quanto tempo tu consegue esperar até poder ir. Parece complexo, mas é bem simples. Sabendo dessas informações, você pode estimar quanto terá de dinheiro para viajar na data pretendida e assim poderá escolher o destino que melhor se encaixa nesse orçamento. Outra coisa que influencia essa espera para viajar é a melhor época do ano para ir aonde você escolheu. Se a melhor época não é a que você escolheu, com certeza, pode esperar um pouco e aproveitar para economizar mais até chegar a época mais apropriada. Há vantagens em adiar uma viagem.

  • Alta, média ou baixa temporada?

Ah, isso faz toda a diferença. Todos sabem que, na alta temporada, os preços de tudo sobem e podem subir bastante, então é preciso estar consciente desses gastos a mais. A verdade é que primeiro você vai escolher quando vai, e isso depende de quando tu poderá tirar férias. Se tiver mais de uma opção de datas, para decidir a melhor, você vai pesquisar para saber se é alta, média ou baixa temporada. Sabendo disso, vai pesquisar valores de passagens e hospedagem, que são os itens que mais oscilam em questão de preços. Além dos preços e do clima, outra coisa que tem que levar em conta para decidir a melhor temporada é o que vai estar rolando pelo lugar que tu escolheu. Que eventos acontecerão lá nessa época? Vai ter algum feriado? Quando são as férias escolares por lá? Essas coisas podem aumentar ou diminuir os preços das coisas no lugar de destino, ou podem aumentar ou diminuir e muito a quantidade de pessoas na cidade, e esse tipo de coisa pode acabar com as tuas expectativas. 

  • Que tipo de roteiro?

É, até o tipo de roteiro que tu fizer influencia no orçamento. Dependendo do lugar, nem sempre um roteiro circular é o mais barato ou o melhor a se fazer. Para quem não sabe, roteiro circular é aquele que começa e termina no mesmo lugar. Às vezes é mais vantajoso começar em um lugar e terminar em outro. Você tem que ver qual é o melhor custo-benefício e a questão das distâncias entre as cidades. Montar um roteiro é um tanto quanto complexo porque às vezes não achamos se existe alguma forma de deslocamento de uma cidade para a outra, mas tudo sempre dá certo no final. O roteiro circular é bom porque evita passar por lugares repetidos. O roteiro que começa em uma cidade e termina em outra é bom quando a pessoa evita deslocamentos muito longos e tem um melhor-custo benefício na passagem de volta para casa. Pra fazer dar certo este último roteiro, é preciso organizar a ordem das cidades de acordo com as distâncias, algumas pessoas esquecem totalmente disso e fazem roteiros completamente aleatórios ou de acordo com a ordem do seu desejo sem saber se é possível os deslocamentos. Então, repito, é preciso pesquisar. E, mesmo assim, provavelmente esse não será seu roteiro final porque o roteiro final vai se desenhar durante a viagem em si. Nunca se sabe o que pode acontecer. 

  • Quantos dias eu vou ficar em cada cidade?

Isso faz parte do roteiro sim, mas decidi fazer um item separado para explicar que se você fica mais tempo em Paris, por exemplo, do que em alguma cidade do Leste Europeu, obviamente você vai gastar mais, portanto, o número de dias em cada cidade influencia muito o teu orçamento. Para saber quantos dias ficar, pesquise. Muitos viajantes costumam dar suas opiniões sobre quantos dias são necessários para ver o básico em cada cidade do mundo, e isso já ajuda bastante.

  • Onde eu vou dormir?

Destino e dias escolhidos, hora de se decidir quanto à hospedagem. Quero deixar claro que não estou falando que você vai decidir onde ficar, mas sim que tipo de lugar quer ficar hospedado e a média de preços. O lugar a se hospedar pode ser, se não for época de festivais e eventos famosos, escolhido na hora de acordo com diversas opções e situações. E aí, você vai ficar em hoteis ou hostels? Vai se aventurar em alternativas de hospedagem grátis e culturais? Vai acampar? Vai trocar 5h ou 4h por dia de trabalho por hospedagem e comida? Se optar por hoteis ou hostels, sites bons para ter uma ideia de preços e ler opiniões são Trip Advisor, Hostelworld e Hostelbookers. Se quiser alugar apartamentos, casas ou quartos, os sites que você deve pesquisar são Airbnb (apesar de ser bom, evite esse porque é o mais popular e o mais caro; às vezes, um apartamento divulgado nele está em outro site por um preço menor), Vrbo, Roomorama, Gumtree, Craiglist, Booking e Travelmob. Se escolher trabalhar em quase qualquer lugar do mundo e em diversas áreas em troca de hospedagem e comida, pesquise mais sobre Wwoof, Workaway, Helpex e Worldpackers. Se for tentar conseguir hospedagem de graça e aprendizado cultural de quebra, acredite e se cadastre em sites como o Couchsurfing, o BeWelcome, o Hospitality Club, que pode não ser tão usado, mas pode te tirar de apuros, o Facesurfing, que também pode te ajudar em momentos de necessidade, e o Warmshowers, site genial de hospedagem gratuita para quem viaja de bicicleta. Agora, se vai acampar (em camping, na praia, em postos de rua, em praças….), vai ter que pesquisar barraca, saco de dormir e, se preciso, kit cozinha e fogareiro, mas lembre-se, mesmo se for um pouco caro, é melhor comprar uma vez que gastar menos e depois ter que comprar de novo. A barraca até pode incomodar em viagens curtas, mas em viagens longas é uma mão na roda visto que se pode colocá-la em qualquer lugar e é segura. Além disso, é você que escolhe a vista que vai acordar mirando no dia seguinte. 😉 Sabendo uma média de preço, é só multiplicar pelo número de dias que vai ficar na cidade.

  • Como é que eu chego lá?

Como eu disse antes, para montar o roteiro tem que se ligar nos deslocamentos entre as cidades. Na hora de fazer o orçamento também. É preciso ver se é viável, que opções existem e quais seus preços. Lembre-se que nem sempre vale a pena só porque é mais barato. Para saber tudo isso, repito mais umas trilhões e seis vezes, é preciso pesquisar. O Google está aí para isso. Pesquise “Como ir para…”, “de … para …” ou o que vier na tua mente. Tente ser objetivo(a). E pesquise em inglês também. Não é só viajante brasileiro que dá dicas, estrangeiros também. Ao descobrir as formas de ir, pesquise os preços das passagens de cada deslocamento. Caso você vá de avião e ainda tenha que fazer trechos aéreos internos, prefira a opção “trechos múltiplos” na hora de simular os preços no site das companhias aéreas. Isso ajuda a economizar uma grana. Não são todas que oferecem, mas não desista e ligue para a companhia, encha o saco deles, faça o(a) atendente simular as coisas para você e mande eles tomarem vergonha na cara e disponibilizar essa opção via internet. Ah, e lembre-se, quanto mais cedo comprar a passagem, mais barata ela será, a menos que a sorte esteja a seu lado e apareça uma promoção perfeita. Para quem vai viajar de ônibus, a coisa fica muito menos planejada. É possível comprar até na hora dependendo do trecho, mas é aconselhável acompanhar a lotação do ônibus para não perder a vaga. Se está viajando pela América Latina, é melhor não confiar muito no preço que dizem nos sites das empresas, mas é bom olhar só para ter um parâmetro. Pra quem quer economizar ainda mais, existe a opção de esticar o dedão e entrar de cabeça no mundo das caronas. O site Hitchwiki é um achado, lá é possível ver dicas dadas por qualquer viajante de melhores pontos para pegar carona em todo o mundo. Para ajudar e você já começar a se inspirar na caminhada de caroneiros brasileiros, siga as páginas Open doors/Portas Abertas, Around Europe, Com a cara e a coragem, 4 Pies: pela América do Sul, Tudo deu certo virei Hippie, 100 Dinheiro 100 Frescura e 1000 Destinos, Hitchhiking Leo Carona, histórias de um Leo caroneiroRedescobrir, Pela Estrada Aflora, As aventuras de Engelberg, Tô passando-On the Road Diários de Carona

  • Esses lugares eu não vou deixar de ir má de jeito nenhum

Sempre existem aqueles pontos turísticos que a gente quer ir de qualquer jeito, então aproveite, pesquise o preço deles e inclua no orçamento também.

  • Mas quanto eu vou gastar para comer?

Bem, essa conta do quanto se vai gastar com alimentação só ressuscitando a Mãe Diná pra saber, MAS dá para tentar estipular um valor médio pra gastar com isso pesquisando, por exemplo, no site da Lonely Planet se o país é muito caro ou muito barato com relação à comida. É o que dá para fazer. 

  • O que eu vou levar de bagagem?

Tudo bem que o que será levado dependerá do tipo de viagem, portanto, o orçamento também vai variar de acordo com isso, mas a dica universal é: não se sobrecarregue (ou o famoso “menos é mais”). Não adianta comprar um monte de equipamento que não será usado, não precisa comprar a melhor mochila pra ir até a praia, e, por falar nisso, nem sempre a mochila mais cara será a melhor para o seu tipo de viagem. 

Depois de todas essas coisas (ufa!), é hora de somar, mas, antes, converta tudo para dólar ou euro, de acordo com o teu destino. É melhor por causa das mudanças bruscas no câmbio. O resultado será uma ESTIMATIVA ( e não o valor exato) de quanto tu gastará com a viagem, podendo tu ter noção suficiente para saber se pode continuar sonhando com o mesmo destino ou vai ter que sonhar com outro mais barato. Mas será que é mais barato? Para saber, faça o orçamento tudo de novo. 😛

5) Fazendo as malas

Já falei sobre isso no post Coisas básicas que um viajante deve saber – O que levar em uma mochila, mas, como dito no item anterior deste “tutorial”, nunca é demais repetir: leve o essencial. É sério, cada coisa a mais que for levada, será algo a mais que terá de ser carregado, e, quando se está mochilando, isso faz toda a diferença. 

6) Se prevenindo

Bem, como todo mundo sabe, alguns países exigem algumas vacinas, então, não subestime a imigração: tome as vacinas. Não importa se não te pedirem o certificado internacional de vacinação em nenhum momento, o que importa é que elas foram tomadas. Não tente dar uma de esperto. Para saber que países exigem vacinação, pesquise. Se a viagem for longa, não deixe tudo para a última hora e também considere contratar um seguro saúde (ou seguro viagem) para cobrir seus gastos caso te aconteça alguma coisa. Previnir é sempre melhor que remediar. Mas daí surge a dúvida, fazer ou não fazer seguro? Bem, eu até agora não fiz e também não precisei. Até fiquei doente nessa última viagem, mas nada que não melhorasse logo. Mesmo assim, como dito ali em cima, é bom considerar a opção de fazer o seguro (ele é até obrigatório em alguns países), principalmente se a tua viagem for longa, afinal, ninguém quer voltar para casa mais cedo. Ah, e leve os medicamentos que você sempre toma (porque pode ser um pouco difícil de conseguí-los no estrangeiro, ou podem ser caros ou que nem tenham o mesmo nome, daí fu***, né) e um kit básico de primeiros socorros, a gente quase sempre precisa dele em algum momento da viagem. Bom, por último, para previnir, leve as receitas médicas, vai que precise.

7) Tirando o visto

Tem países que exigem vacinas, e tem países que também exigem vistos, então é de extrema importância saber se é obrigatório o visto para entrar no país escolhido ou não, e confirme sempre porque as informações podem mudar a qualquer momento, além de que a necessidade de visto pode influenciar seu orçamento, visto que alguns são pagos. Na América Latina, não é necessário, só a identidade é o suficiente (por favor, não esqueça a identidade), mas para vários países é muitíssimo necessário. Dê importância a isso, é extremamente recomendável não optar por ficar ilegal em um país. Muitas vezes, é só dar uma saidinha básica de um dia do país para poder voltar e ganhar mais prazo para ficar nele. Além disso, não queremos ficar com um antecedente desses na nossa ficha né, principalmente porque outros países podem impedir a tua entrada por causa dessa transgressão anterior. Pense bem.

8) Separando a papelada

Como dito anteriormente, na América Latina, o negócio é levar carteira de identidade, e não é carteira de motorista, de trabalho, de aposentado, de estudante, o que seja, é de IDENTIDADE. Se tiver passaporte, melhor ainda. Faça direito: leve os dois. Além disso, leve comprovantes de compra de produtos internacionais (como câmeras fotográficas, por exemplo) para poder declarar na Aduana e provar que são seus, leve suas reservas de hospedagem e emails trocados (caso as tenha feito) para o acaso de dar algum problema e leve cópias de todos os seus documentos e papéis importantes, até suas passagens. Também escaneie esses mesmos documentos e papéis e mande para o seu email e para alguém de confiança. Ah, também escaneie seu cartão de crédito, vai que acontece alguma coisa com ele. Se for viajar por bastante tempo, além de deixar documentos e papéis importantes com alguém de sua extrema confiança, também faça dessa pessoa sua procuradora. Antes alguém resolver algum problema por você que você ter que interromper sua viagem e voltar pra casa para resolver.

9) Transportando as verdinhas

Bá, difícil decidir, sempre haverá respostas contraditórias. Apesar de o cartão do banco ser mais seguro, as taxas são ruins. Apesar de dinheiro vivo nos deixar em uma situação frágil, é bom porque não teremos nossos cartões engolidos, nem taxas absurdas a pagar ao governo brasileiro. Eu prefiro levar um pouco de dinheiro vivo e o resto no banco, podendo usar o cartão no crédito ou no débito. Ainda existem os cartões “pré-pagos”, quer dizer, se põe uma quantia neles e pode-se ir abastecendo-o (ou alguém pode fazer isso no teu lugar) ao longo da viagem, além de que as taxas são melhores do que usar cartão de crédito e débito. O melhor a se fazer é pesquisar como funcionam essas coisas para onde você vai ir e achar a melhor opção para ti.

10) Convencendo as pessoas que não estamos loucos

Apesar de não fazer parte do planejamento de uma viagem, acho interessante destacar aquele momento pré-partida, quando todo mundo começa a dizer que estamos loucos. Não se irrite, algumas pessoas simplesmente não entendem. Se preocupe em se preparar para a viagem próxima e, depois, quando já estiver com o pé na estrada, em aproveitá-la ao máximo. A viagem está aí para ser vivida.

Bora planejar a próxima viagem

que eu já tô planejando a minha! 😉

*Post inspirado no post Como planejar tua viagem de mochilão, da Carol Moreno; e baseado no ótimo post Cómo armar un viaje – Guía Práctica, da argentina Laura Lazzarino

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