[RELATO] 13º DIA – MONTEVIDEO > COLONIA DEL SACRAMENTO > BUENOS AIRES

Sábado – 11 de janeiro de 2014 

Acordei com as gurias putíssimas comigo dizendo pra eu levantar rápido. Levantei, me arrumei e corri pra pegar o resto das minhas coisas. As gurias tinham arrumado quase tudo e estavam me esperando lá embaixo, gritando pra eu ir rápido. O táxi já havia chegado. Quase esqueci meus óculos e parte do roteiro em cima da cama. Desci, entrei no táxi correndo e fiquei quieta a viagem inteira. As gurias estavam atucanadas. Chegamos no terminal Tres Cruces e corremos até o box 12, mas nada a ver. As gurias achavam que era um ônibus, e eu disse pra elas que o bus era só às 11h30, daí elas se ligaram que nós não estávamos atrasadas. Elas achavam que o ônibus era às 11h. Nessa espera do busão, descobri que as gurias chegaram até a achar que eu tinha sido sequestrada do hostel (não que seja fácil entrar lá, pq não é), mas eu estava lá o tempo todo, gurizada, ainda que não onde eu deveria estar.

Bem, finalmente o busão chegou e fomos para Colonia. Enquanto as gurias dormiram, eu escrevi um pouco no meu caderno. Nesse momento, pensei que já sentia falta do Uruguai e dos uruguaios. Já sentia falta do Buen dia, do Buen Provecho, da gentileza e da simpatia, da liberdade de ser quem nós somos e de fazer o que queremos. O país de Mujica é meu segundo país de coração, amo muito o Uruguai, não vejo a hora de voltar e me apaixonar a cada esquina. Me despedi até que bem do país, ainda que com alarde, mas, quando entramos no ônibus rumo a Colonia, mesmo já um pouco nostálgica, eu só queria saber do futuro. E assim eu ia me despedindo aos poucos do Uruguai. Chegamos em Colonia, mas nem andamos por lá porque as gurias quiseram ir atrás de água. No terminal, encontramos um cara que estava hospedado no hostel da Fábia e que conhecemos no Bar 21, depois, encontramos o Angelo. Sério, muuuuita coincidência. Ele foi resolver umas coisas e, nós, deixamos nossas mochilas guardadas no terminal (30 pesos) e fomos tentar achar um mercadinho ou algo assim. Achamos. Em seguida, fomos trocar os nossos pesos uruguaios por argentinos, pegamos nossas mochilas de volta e fomos para o terminal do buquebus. Encontramos o Angelo de novo lá, que disse que conseguiu comprar passagem pro mesmo barco que a gente. Ele comprou na hora. Fomos para a fila pra dar saída do Uruguai, depois entramos na outra para dar entrada na Argentina e fomos para a sala de espera. Quando o buquebus começou a andar, as gurias já estavam dormindo e assim ficaram até a gente chegar. No terminal de Buenos Aires, nos despedimos do Angelo, que iria se hospedar pelo Couchsurfing lá. Foi a última vez que vimos ele durante a viagem. Eu e as gurias fomos em busca de um táxi. Quando finalmente conseguimos, pedimos pra nos deixar na Av. de Mayo, no Milhouse Avenue.

Depois que chegamos e fizemos check-in, saímos para sacar dinheiro para os próximos cinco dias. Quem disse que eu conseguia sacar? De novo o mesmo problema da outra vez, até eu me ligar de novo que eu não podia fazer a transação rápida, mas a mais longa pra poder escolher tirar dinheiro direto da conta corrente e não do crédito. Até eu lembrar disso, a gente andou bastante até o banco que eu tinha conseguido na outra vez. Bocó é foda. ::putz:: Quando estávamos voltando, a fome já estava tomando conta e paramos para comer no McDonalds (67 pesos argentinos), depois, voltamos para o hostel, pagamos as diárias (434 pesos arg – quarto misto de 8 pessoas), fomos tomar banho e cochilamos um pouco enquanto a Lisy tinha ido tomar banho. O pessoal do nosso quarto (uma dinamarquesa, uma espanhola e dois brasileiros) se arrumaram pra festa que teria no outro Milhouse, saíram, eu acordei tempos depois, chamei as gurias pra ver se elas ainda queriam sair, mas ninguém respondeu. Voltei a dormir. Sábado à noite, em Buenos Aires, no Milhouse hostel, e a gente dormiu. :roll: Eu sei que é imperdoável.

7 comentários sobre “[RELATO] 13º DIA – MONTEVIDEO > COLONIA DEL SACRAMENTO > BUENOS AIRES

  1. Jussara

    Estranhei vocês não terem ficado nem umas poucas horas em Colonia, mas você já conhecia, né? Eu só passei o dia lá, mas estava um frio tão horrível e doído, que eu quero muito voltar num clima mais ameno. Dizem que é legal dormir na cidade, para “senti-la” melhor, mas não sei se compensa. São quantas horas de busão? (quando fui foi por Bue).

    Hahaha, eu também já dormi num sábado à noite em Buenos Aires. Fazer o quê? O cansaço faz parte da viagem. Acho que quando a viagem não é curta, e a gente tem mais dias, dá para descansar, mesmo que seja num sábado à noite sem pesar a consciência. ;D

    Gente, mas por que comer no Mc quando se tem empanadas baratinhas em praticamente cada esquina? ;D Tem até uma rede delas, que agora esqueci o nome. Vocês são guerreiras por conseguirem dormir em quarto misto, eu acho que não encararia.

    Eu também sinto carinho pelo país do Mujica, embora tenha ficado poucos dias lá, mas no geral, eu acho que gosto deles, pelo menos do atendimento (só ainda não decidi se eles ou os argentinos é que são mais bonitos).

    PS: desculpe ainda não ter te mandado o e-mail, não esqueci, mas depois explico. Ah, e os posts agora aparecem inteiros no meu feed, deu certo! =)

    1. ellentsqueiroz Autor da Postagem

      Oi, Jussara! Quanto tempo! 😛

      Então, na verdade nós ficamos quase 3h em Colonia e a ideia era caminhar um pouco pelo centro histórico da cidade, mas as gurias ficaram nessa coisa de procurar um lugar pra comprar água, daí encontramos pessoas conhecidas, trocamos dinheiro, sentamos um pouco e acabou que nem fizemos nada. Me arrependo de não ter comprado um vidro de doce de leite de lá que nem fiz da última vez. 😀 Vale a pena passar uma noite por lá sim, num clima mais ameno então, melhor ainda. É uma cidade linda e super tranquila, ótima pra caminhar, olhar os passantes, tomar um sorvete… hahah.. De Montevideo, são umas três horas pra chegar lá.

      Olha, essa noite perdida em Bue pesou na consciência, viu? Mas tudo bem, compensamos nas outras. ahahah.. Chega uma hora que o cansaço vence.

      É, concordo contigo, comemos demais em fast foods. Não era a intenção, acontece que caminhamos um monte e passamos por um Mc e deu uma vontade louca de comer um. ahhah… O engraçado é que aqui em Poa, eu quase nunca como em fast food nenhum.

      Sobre o quarto misto, especialmente em Buenos Aires, foi uma das coisas mais legais. No dia seguinte desse que eu contei nesse post, ficamos eu e as gurias com mais 5 homens no quarto. Tinha que ver todo mundo acordando juntinho pra tomar café quando despertava o celular de uma das minhas primas. Sintonia demais. hahahah… Todo mundo se deu super bem.

      P.S.: Esperarei o email. E fiquei super feliz que acertei o lance do feed. hahah… Tô boa nas tecnologia! ahha 😉

      bjbj, hasta luego!

      1. Jussara

        Oi, Ellen!
        Então, acho que vou considerar dormir em Colonia na minha próxima viagem ao Uruguai (que será em breve, muahuahauhua), tenho que ver com minha prima, pois já fiz tudo que tinha que fazer em MVD. E para compensar as 3 horas de ida e mais 3 de vinda acho que o melhor é dormir lá mesmo, senão fica super cansativo (se indo de buquebus, que é muito mais rápido, já cansa, imagina de busão; aliás, quando fui para Cabo pensei que eu não fosse chegar nunca ao destino, que viagem demoradaaa). Toda vez que vejo posts sobre Colonia sinto muita vontade de voltar, pois como disse antes, o frio que peguei lá foi cruel (e pra completar esqueci meus pesos uruguaios em Bue, não tinha mais pesos argentinos, e esqueci de levar cartão para fazer saque; comi a pior comida da viagem lá, e passei muito frio, estava chovendo :/).

        Pelo tipo de comida que vocês vinham comendo eu até acho que comer no Mc se tornou um banquete, hahaha, só penso que empanadas cairiam melhor. ;D

        Hahaha, dependendo do tipo de homem, dormir com mais 5 num quarto pode ser um sonho (ou um pesadelo).

        Está boa na tecnologia mesmo, pois já pedi isso para outras blogueiras, e algumas falaram que nem sabiam o que era, nem como configurar.

        Bjs, hasta luego!

        1. ellentsqueiroz Autor da Postagem

          É, ficar lá compensa o tempo que se gastou pra chegar e pra ir embora né. Sem contar, que é uma cidade muito querida. Eu gostei bastante.

          Também acho que empanadas cairiam melhor. Foi Mc só porque foi a primeira coisa que apareceu na nossa frente.. ahhaha..

          Olha, todas as experiências em quartos mistos foram boas. Ficamos em quartos femininos 2 vezes, uma em Punta del Este e outra em Valparaíso. A de Punta del Este não foi muito boa. Por algum motivo, algumas meninas não iam com a nossa cara, é uma querendo aparecer mais que a outra e tal, reclamando de cama e depois não dormindo na tal da cama que queria. Um estresse. Homens são muito mais tranquilos. Mas a experiência de quarto feminino em Valpa foi super boa, gurias super gente boas. A questão toda é sorte né. Sorte de cair com gente legal. 🙂

          Bjbj

          1. Jussara

            Pois é, dormir em Colonia compensaria o tempo da viagem. Eu falei com minha prima, e ela disse que vai depender do clima (ficou mais traumatizada que eu, haha, mas além do frio nós andamos muuuito para chegar a uma tal praça dos touros ou algo assim – falaram que era perto, mas não era).

            Eu tenho trauma de albergue porque tive uma experiência péssima uma vez, mas ano passado fiquei em um em Santiago, e foi bom, mas era quarto privado. Eu entendo o que você quer dizer, mulheres às vezes são chatas e complicadas, os homens são mais práticos e dificilmente vão brigar por uma cama, né? rs Nessa viagem em que fiquei traumatizada, eu quase tive que dormir num quarto com umas dez pessoas ou mais; quando entrei e vi aquilo eu quase chorei (tive vários contratempos nessa viagem, não estava bem), mas fui salva por uma senhorinha com quem fiz amizade, e me deixou dormir no quarto dela (coloquei um colchão no chão e foi). São anjos que aparecem no nosso caminho. Mas tudo na vida é aprendizado, e viagens também nos ensinam.

            Você lembra a marca de doce de leite que comprou? Eu queria comprar pelo menos um para trazer, embora tenha o risco da alfândega implicar; tem gente que consegue passar numa boa, outras não. Mas se eu fosse trazer traria mais de uma unidade. 😀 Também adoraria trazer nata (sei que aí no sul é comum, mas aqui onde moro não), e a do Uruguai deve ser maravilhosa, por causa do pasto.

            Bjs.

          2. ellentsqueiroz Autor da Postagem

            Então, deve ser frio pra caramba lá hein. Tá me assustandoo.. ahhaha… Mas, com certeza, com um clima mais ameno é muito melhor e, como eu disse antes, ainda dá pra comer sorvete. 😛

            Eu amo hostel!! haha… Prefiro quarto misto e sempre pego um dos quartos mais baratos, o que acaba tendo mais pessoas né. É legal porque tu conhece mais gente. Nessa última viagem, até não teve problema ficar só eu e minhas primas em um quarto, mas quando eu fui sozinha, seria um problema pra mim, já que o que eu queria era conhecer gente. As pessoas queridas e importantes que conheci na minha viagem sozinha dividiam o quarto comigo. E não foi tão diferente assim nessa última viagem. Buenos Aires então, o quarto misto rendeu… ahahha.. Mas entendo totalmente quem prefere ficar em quarto individual, tem todo aquele negócio de privacidade, segurança e tal. É bom mesmo. Pra ficar em quarto compartilhado tem que esquecer privacidade e prestar mais atenção nas nossas coisas. Geeente, como falo quando escrevo.. hahaha

            O doce de leite: sabe que eu não me lembro se tinha marca ou se era artesanal… se tinha marca, eu acho que era Lapataia, e era muuuuito bom.

          3. Jussara

            Hahaha, mas estava muuito frio mesmo, Ellen, mas era pleno mês de julho, invernão. E pegamos um dia de chuva. Quando saímos do buquebus, veio aquela corrente gelada, por causa das águas. Minha prima é aí do sul e está acostumada, mas mesmo ela sentiu e passou frio. Imagina eu, acostumada ao calor o ano inteiro? =D

            Pois é, entendo quem goste de albergue, por conta de fazer amizades, das festinhas e tal, mas nem sempre eu estou a fim de fazer amizade, hahaha. É verdade, quartos mais baratos têm mais gente, e se for pra fazer economia tem que ficar neles mesmo, faz parte; e quanto mais tempo viajando, mais economia precisamos fazer. Quando viajo sozinha eu faço amizade mesmo não ficando em quarto com outras pessoas, e também já aconteceu de eu ficar em albergue e não conseguir fazer amizade pq as pessoas estavam viajando em dupla; eu vejo por mim: quando viajo sozinha faço amizade, quando viajo com minha prima já fica mais difícil (mas não impossível), pois quem viaja acompanhado meio que se fecha, não? (casal então, nem se fala, dificilmente eles socializam). Nem sempre eu viajo para conhecer pessoas, às vezes quero ficar só comigo mesma, sabe? Mas sempre acontece de conhecer alguém pelo caminho, ou de pelo menos conversar. Vai muito do estado de espírito, muito mesmo. Mas às vezes as pessoas que cruzam meu caminho e as histórias que ouço são mais importantes que possíveis amizades, enfim, difícil explicar num comentário (que já está enorme =D). A privacidade também pesa pra mim, é algo que prezo mesmo quando não viajo, embora nunca tinha pensado nessa questão da segurança, de ter que ficar de olho nas coisas e etc.

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