[RELATO] 21º DIA – MENDOZA > SANTIAGO > VALPARAÍSO

Domingo – 19 de janeiro de 2014

Acordamos cedo, nosso ônibus para Santiago saía perto das 10h. Pedimos para a menina da recepção chamar um táxi para nós e fomos para a rodoviária. Mais uma etapa que terminava. A viagem demorou muito, mas muito tempo, principalmente por causa das 5h… Sim, vocês leram certo, 5h parados na fronteira. Durante a viagem, eles dão uns papéis pra gente preencher com nossos dados e declarando nossos pertences, caso tenhamos algo a declarar. Sempre prefira declarar tudo. Para ter uma ideia do que você terá de responder, clique abaixo no meu formulário.

papel da aduana chilena 001

Formulário da aduana chilena

PAUSE

Eu sei que você se perguntou por que eu tenho esse papel. Realmente, quando a gente passa pela fronteira, não ficamos com esse papel. Esse foi o primeiro formulário que eu recebi. Marquei que não tinha nenhum produto de origem animal, mas fiquei muito preocupada e pedi outro papel pra declarar tudo. É o que eu disse: tem dúvida, declara tudo. Melhor declarar do que não declarar. A fronteira do Chile é muito chata.

PLAY

Nessas cinco horas, as gurias viram praticamente todos os filmes que passaram dentro do ônibus, eu dormi a maior parte do tempo porque ainda estava mal da gripe repentina e ainda tinha frio. ::Cold:: Mal, ainda na aduana, tive que tirar tudo de dentro da minha mochila por causa de algo que eles viam no visor, mas não era nada. :roll:Menos mal, vamo simbora! Fui a última a entrar no ônibus. Mas ledo engano quem achou que seguimos viagem por muito tempo. Tinha engarrafamento na estrada. Sério, só nisso foram mais 1h ou 2h parados, e eu lá, tri bem da minha gripe, já querendo minha mãe. :lol:

Quando chegamos em Santiago, já era noite. Sacamos dinheiro. Moeda nova, a gente não conseguia saber a quantia que tínhamos que tirar até que um indiano nos ajudou. ::tchann:: Daí, compramos passagem para Valparaíso, que custou 3300 pesos chilenos, pela empresa Tur-Bus, no horário das 21h25. É, eu sei, era meio tarde já pra pegar um busão que demorava 2h pra chegar em Valpa, mas era o que tinha. Chegamos lá e já pegamos um táxi para o Angel Hostel. Achei engraçado que o cara da bagagem do ônibus era mega tímido e foi super atencioso comigo, me perguntou se eu estava junto com as gurias (pq eu estava sentada separada delas, então não dava pra saber), depois me acordou para dizer que chegaríamos a Valpo em cinco minutos e eu fui a única pessoa pra quem ele entregou a bagagem nas mãos e ainda me ajudou a colocar. E esse é o chileno mais discreto do Chile quando se trata de dar em cima de alguém. :lol:

Agora Valpo… Ahhh, Valpo. Valparaíso se apresentou pra mim com seus morros iluminados e disse meu nome em suas paredes. Sim, quando chegávamos, passamos por um muro onde estava o meu nome escrito exatamente como é. Era Valpo me chamando. Meu amor por essa cidade já estava ali.
Chegamos no hostel tarde. Os hóspedes estavam na sala conversando, mas logo se recolheram. Era domingo à noite, então não tinha muito o que fazer. Pagamos o hostel (12600 pesos chilenos), recebemos dicas do dono Rodrigo, que nos expliciou o mapa da cidade e foi muito mais que legal nos ajudando a pedir pizza aquela hora da noite. Depois disso, eu só queria tomar banho e dormir em uma cama bem quentinha porque ainda sentia frio por causa da gripe. Essa foi a primeira noite que tive pesadelo, e isso se repetiu algumas vezes enquanto ficamos no Chile. :roll: Mas o dia seguinte, era dia de conhecer Valpo à luz do dia. Minha linda, colorida Valparaíso. ::love::

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