[RELATO] 25º DIA – VIÑA DEL MAR > SANTIAGO

 Quinta-feira – 23 de janeiro de 2014

Em nosso último dia em Viña, fomos embora ainda pela manhã para Santiago. Pegamos um ônibus até a Plaza Vergara, esquina com a Calle Arlegui. Descemos no lugar certo com a ajuda dos passageiros e do motorista, que nos avisou. Depois, andamos umas duas ou três quadras até a rodoviária. A passagem de Viña para Santiago custou 3000 pesos chilenos pela empresa Tur-Bus. Quando, finalmente, chegamos à capital do Chile, pegamos um táxi até o Bellavista Hostel. Nunca foi tão confuso chegar em um hostel. Pagamos o táxi, pegamos nossas coisas e olhamos para o “hostel”. “Ué, onde tá o nome? Onde que entra? Parece residencial demais esse prédio hein. Olha o endereço de novo. É aqui sim. Bem, vamos perguntar na portaria daquele prédio”. O porteiro do prédio ao lado disse para gente que o nosso hostel ficava perto dali, na rua Bellavista. “Legal, faz sentido, deve ter mudado o endereço”. Chegamos bem felizes na frente do Hostel Bella e… Fechado? Como assim? Como que um hostel pode estar fechado? Batemos na porta. Depois de um tempo, um cara sai. O que se seguiu foi mais ou menos assim:

“Pô, o hostel tá fechado?”

“Sim, estamos em reforma.”

“Quê?” (riso nervoso) “Mas nós temos reserva nesse hostel.”

Daí se instalou a confusão. Galera já queria contatar a dona, nós já exigindo o dinheiro da reserva de volta, até que todo mundo nota que aquele ali era o Hostel Bella, e não o Bellavista Hostel. Mal entendido desfeito, lá fomos nós sair perguntando para as outras pessoas, até que a gente parou em frente a uma loja de aluguel de bicicletas. Eu disse para as gurias que iria entrar e pedir para usar o telefone. Entrei, falei com a moça da recepção, e ela ligou para mim para hostel e disse que a gente estava mais perdidas que turista na Índia. Endereço confirmado, pessoal no hostel nos esperando, daí eu disse para moça que aquele endereço não estava certo.

“Olha só, Dardignac, cento e oitenta e quatro.”, eu disse.

“Cento e oitenta e quatro? Nãaaao. Zero cento e oitenta e quatro.”

“Aaah, esse zero na frente conta?” (eu com uma cara de “tá de brincation with me? Que porra é essa de zero contar?”)

Bom, a confusão toda começou porque eu disse ao motorista do táxi Dardignac 184, e não Dardignac 0184. Tipo, como eu ia saber que aquele zero fazia diferença? Que probleminhas os chilenos tem que fazem uma rua com números que começam com zero pra depois ter o “mesmo” número sem o zero? Então, lembrem-se, o zero conta no Chile.

Agradeci de monte a menina da loja de bicicleta, saí, avisei as gurias, e a gente começou a andar na direção certa para o hostel. Daí, começou uma pequena e cansativa saga porque foram umas cinco quadras longas caminhando e carregando aquele bando de coisa, sendo que a gente tinha caminhado antes enquanto estávamos perdidas. Para melhorar, passaram uns chilenos por nós e ficaram enchendo o saco, chamando, tentando tirar fotos. Mal humoradas e cansadas, chegamos no hostel e encontramos um staff recepcionista francês lindo (o humor já começa a melhorar.. hahaha). Ele nos explicou algumas coisas, nós pagamos a diária e, depois, fomos para o nosso quarto, que era misto e não estava lotado. Arrumamos nossas coisas e, mais tarde, decidimos que precisávamos comer. Como estávamos hospedadas no bairro Bellavista, fomos no famoso Patio Bellavista, mas achamos tudo meio caro por ali, daí, passando por um Taco Bell, achamos que poderíamos comer ali. Estava bem bom e deu pra matar a fome.

Foto: Cassiany Simões

Foto: Cassiany Simões

Pedido da Lisy – Foto: Lisiany Prestes

No resto do dia, não fizemos nada demais. Fomos ao supermercado, que fica na rua do Hostel Bella, comemos qualquer coisa e não saímos. Mesmo assim, nos divertimos um pouco porque era noite de pisco sour free no hostel, então alguns hóspedes e um dos donos (ou sócios) do hostel foram para o terraço beber e ficar conversando. Entre os hóspedes, tinham dois suíços. Só uma coisa pra dizer, gurias: Boooora pra Suíça!!!

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