Ouro Preto – Respirando, ouvindo, tocando e sentindo a História

Foto: Ellen Queiroz

Quinta-feira era dia livre. Sabendo disso, ainda em Porto Alegre, decidimos que iríamos para Ouro Preto, então, antes de ir, para não arcar com todo o custo de passagens, fizemos um brechó para arrecadar o dinheiro. No fim, durante a nossa estadia em BH, falamos com os nossos motoristas, e eles aceitaram nos levar por módicos 30 reais. Não precisamos desembolsar nada porque conseguimos pagar tudo com o dinheiro do brechó. Muito bom né? E assim fomos. Dessa vez, eu fiquei no andar de baixo, socializando muito. Chegando em Ouro Preto, a maioria decidiu conhecer a cidade com o guia, eu disse para as gurias que eu ia por minha conta, elas quiseram ir comigo e outro colega nosso, o Pedro, também. Cara, que cidade linda! Pura história, uma volta contrastante ao passado. Arquitetura, artesanato, comida, tudo lá, no mesmo lugar. Ouro Preto conquista na hora.

Conhecemos vários lugares apesar do pouco tempo. Começamos pela Igreja São Francisco de Paula, que é bem pertinho do terminal de ônibus.

Pedro, Luana, Vaughn e eu – Foto: Rosimere Moreira

A partir dessa igreja, já dá para ver a São José e foi pra lá que fomos.

Foto: Ellen Queiroz

Rosi, Pedro, Lu e eu – Foto: moça mineira

A próxima foi a Igreja Nossa Senhora do Rosário. Chegamos bem na hora que o padre estava abrindo. Ele nos deixou entrar e, de quebra, se ofereceu para fazer um tour com a gente e contar a história do lugar. O que me fez querer conhecer essa igreja foi o fato de ela ter sido feita pelos escravos para os escravos e ganhar assim, de surpresa, um tour de mais de uma hora sobre a história e a arquitetura de lá fez toda a diferença e foi uma das melhores coisas que aconteceram nessa viagem. Presentes de ter um roteiro não-engessado.

Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Como dica do padre, compramos a entrada para a Igreja Nossa Senhora do Pilar e aproveitamos o ticket do ingresso que dá direito a um desconto no restaurante perto dali. Almoçamos muitíssimo bem. Comer em Minas sempre vai ser bom. Tomamos uma cachacinha de sobremesa e fomos conhecer a igreja. Entrando lá dentro, não se pode tirar fotos. É ouro, muito ouro para todos os lados, mas, também, sangue, muito sangue invisível. Chorei lá dentro, o peito pesou, senti muita coisa ruim lá. Que passado vergonhoso.

Foto: Ellen Queiroz

Saindo de lá, passamos pelo Vale dos Contos e entramos no Museu Casa dos Contos. Exposições muito boas lá e ainda tem a senzala, mas como ela estava muito cheia, saímos logo de lá.

Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Os próximos pontos foram o Museu de Ciência e Técnica, mas não entramos, a Praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência, onde também não entramos, e a Igreja Nossa Senhora do Carmo, onde encontramos alguns dos nossos colegas letristas, paramos para descansar e onde também não entramos.

Praça Tiradentes, Museu da Inconfidência atrás – Foto:Ellen Queiroz

Achem a Ellen

Igreja Nossa Senhora do Carmo – Foto: Ellen Queiroz

Dali, seguimos para feira de artesanato de pedra sabão. Muito interessantes as peças, mas é meio carinho para quem não quer gastar muito. Para quem gosta, também há em volta da praça da feira os hippies vendendo sua arte.

Feira de artesanato de pedra sabão, atrás a Igreja São Francisco de Assis – Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Artesãos – Foto: Ellen Queiroz

Foto: Ellen Queiroz

Depois de comprar uma coisa que outra, voltamos caminhando até o terminal rodoviário, onde nosso ônibus já nos esperava. Bora voltar para Bh que ainda tinha a cultural, que nesse dia foi na UFMG e que eu já descrevi aqui.

Para quem pensa em ir para Ouro Preto, vale muito a pena. Se pudesse, eu teria ficado mais tempo, explorado mais, me perdido nas ruas. Com certeza, quero voltar.

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