São Paulo – Uma selva incrivelmente cultural

Bem, eu poderia fazer o relato da minha viagem, em setembro, de quatro dias em SP, mas, como meu motivo principal pra ir até lá foi o show da banda britânica Arctic Monkeys, prefiro falar do que deu tempo de conhecer, ajudando, assim, com um pequeno roteiro do que fazer em pouco tempo nessa cidade tão grande. Os pontos turísticos estão separados em uma pequena lista por dia. No final, falo um pouco de como foi a viagem.

1º DIA

Um pouco de sofrimento já no início do post – Foto: Caroline Freitas

  • Restaurante Athenas

Fomos lá comer hambúrguer porque estávamos com muita fome depois de chegar em SP às 12h, mas às 16h no hostel. Sim, foi uma saga, e nós só queríamos comer a coisa mais próxima de um xis (típico de Porto Alegre). Vou dizer para vocês que o dinheiro investido nesse lugar valeu a pena. A comida é muito boa e vem bastante, o atendimento também e a decoração faz parecer que é tudo caro por lá, mas não é não. Recomendadíssimo.

  • Rua Augusta

O restaurante acima fica na rua Augusta, então, depois de comermos, nosso guia-amigo-paulista-particular, Rodrigo, nos levou para conhecer algumas galerias legais de roupas, óculos e acessórios. Adivinha quem voltou no outro dia pra comprar um vestidinho? o/

  • Bar Asterix

Esse bar é bom porque tem um menu de cervejas super extenso, ótimo para quem gosta de experimentar. Vale a pena.

Na Paulista, com os amigue!

  • Avenida Paulista

Sim, ela está na lista porque sempre será um ótimo ponto turístico. Estávamos hospedados muito perto dela, então tínhamos que, pelo menos, tirar uma fotinho nela antes de ir dormir.

2º DIA

O segundo dia foi passado, exclusivamente, na fila e no show. Fotos abaixo.

Carol, Eu, Laura e Tatiane na fila

Eu estou em algum lugar por aí. – Foto: Caroline Freitas

O melhor show de abertura ever = The Hives – Foto: Caroline Freitas

A melhor banda dos últimos tempos = A.M. – Foto: Caroline Freitas

3º DIA

Foto: Ellen Queiroz

  • Rua 25 de Março

Na primeira vez que fui pra São Paulo, fui na 25 em um feriado, o que não foi nada inteligente porque estava, praticamente, tudo fechado, então, dessa vez, tinha que voltar lá, maaaas não vá para lá sem objetivos, senão vai desperdiçar o dia inteiro vendo um monte de loja igual. Meus objetivos eram: um estojo de maquiagem para uma prima e encontrar a loja indiana que tinha ido na última vez. O que comprei: o estojo de maquiagem, pinceis de maquiagem, um vestido e incensos na loja indiana, uma calça larguinha em uma banca de rua.

  • Casa de Shiva

Essa é a loja indiana e ela fica na esquina da 25, número 640. É bem apertada, então tenha paciência. Recomendo muito.

Foto: Ellen Queiroz

  • Mercado Municipal

Muito bom lá, comi um pastel de bacalhau muuuuito bom e tomamos uma cervejinha, né.

Foto: Ellen Queiroz

  • Basílica e Mosteiro São Bento

Não entramos, só tiramos foto mesmo e é beem bonita.

Foto: Caroline Freitas

  • Pateo do Colegio

Onde SP começou. Vale passar por lá pela significação e porque a arquitetura ao redor é sensacional.

Foto: Ellen Queiroz

  • Praça da Sé e Catedral da Sé

Fica beeem perto do Pateo e vale muito a pena. E não cortem os mendigos das fotos de vocês, afinal, eles fazem parte daquilo e é impossível fingir que eles são invisíveis.

Foto: Ellen Queiroz

  • Viaduto do Chá e Teatro Municipal

Também não entramos, só foto do lado de fora enquanto esperávamos o nosso amigo Rodrigo chegar.

Foto: Ellen Queiroz

  • Galeria do Rock

Tinha roda de capoeira na frente, não aguentei e tive que ficar um tempo ali curtindo. Depois, fomos fazer compras na galeria, que é muito demais. Passei nas lojas Red Rose e Flame Store. Comprei uma camiseta do Pink Floyd e dos The Kooks.

  • Um bar na República
  • Rua Augusta

Voltei lá para comprar um vestido.

  • Avenida Paulista

Porque não tem nada como a Paulista em um sábado à noite. Fotinho e vídeo abaixo para ilustrar.

Artesanato e música é na Paulista – Foto: Ellen Queiroz

  • Clube Anexo B

Festa de indie e pop na Augusta, parecida com a do Beco aqui de Porto Alegre, mas com mais homoafetivos e travestis. Tinha um concurso de lipsync disputado por travestis. Gente, sensacional!!! Curti muito a festa. Voltei de manhã, sozinha. O pessoal não aguentou e tinha voltado para o hostel mais cedo.

4º DIA

Foto: Ellen Queiroz

  • Bairro Liberdade

Sério, gente, tem que ir. Nem fui pra comprar, fui pra comer mesmo. Só tem coisa boa. Comi espetinho de camarão à milanesa e yakissoba. Que negócio bom.

Foto: Ellen Queiroz

  • Estação da Luz

Porque ela é linda.

Mostro apenas isso para que vocês vejam o restante pessoalmente – Foto: Ellen Queiroz

  • Museu da Língua Portuguesa

Pô, que museu mais legal. Adorei a visita, e não é só porque eu fiz Letras.

Existe o NOSSO amor em SP – Foto: uma mulher bem mal-educada

Quando saiu a notícia de que o A.M. viria ao Brasil, eu enlouqueci e não foi sozinha. Meus colegas de trabalho queriam ir e colegas da faculdade também. A princípio, eu iria com o pessoal do trabalho, mas todos furaram, só que eu não queria perder esse show por nada nessa vida. Carol, uma colega de curso, que estudou no mesmo colégio que eu, havia criado um grupo no Facebook para reunir quem queria ir e me incluiu lá. Eis que começamos a planejar e, no final, acabamos indo eu, Carol, Tatiane, Laura e Jean. Nunca fui tão próxima da Carol e os outros eu não conhecia, mas deu tudo muito certo e foi muito divertido viajar com eles, e o que fez muita diferença foi a ajuda do amigo paulista da Carol (agora, nosso amigo também), Rodrigo, nos dando dicas, nos ensinando os caminhos dos metrôs e nos levando em lugares legais para comer, beber e dançar. Essa segunda ida a São Paulo (a outra tinha sido na Invasão Nacional do Couchsurfing SP 2012) me fez ter outra visão da cidade. Não que eu tivesse uma visão ruim antes, não tive nada de tempo para conhecê-la na outra vez, só que, agora, diferentemente de muitas pessoas que a veem como uma cidade sem nenhum atrativo, eu a vejo como uma cidade incrivelmente cultural, cheia de eventos em museus, cheia de galerias, livrarias onde as pessoas tem espaço e liberdade para sentar e ler os livros mesmo sem comprá-los, cheia de artesanato (sim, artesanato) e música nas ruas, nas esquinas, nos bares. Sim, a cidade é enorme, não para e é realmente uma selva de pedra, onde as pessoas às vezes podem ser muito, mas muito mal-educadas, mas ela também sabe como compensar essas coisas. Não digo que encontramos amor em SP, mas não se preocupem, é certo que, nós, porto-alegrenses, deixamos muito do nosso, e vocês também podem deixar.

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