O primeiro dia é sempre estranhamente louco

Essa última viagem ao Uruguai (em dezembro de 2014) começou quando eu decidi que iria para lá passar o Ano Novo novamente. Apenas uma vontade que, sem muita elaboração, saiu do plano das ideias e foi para a realidade sem nenhum tipo de programação a não ser a decisão de ir apenas acampando e o roteiro: Punta del Diablo, Valizas e Cabo Polonio. Acabou que, durante a viagem, alguns planos mudaram, alguns imprevistos aconteceram e alguns erros foram cometidos, mas nada, nada mesmo, fez essa trip ser menos sensacional ou diminuir minha vontade de sempre voltar para lá.

Minha principal razão para ir dessa vez era relaxar depois de um ano desgastante de muito trabalho e de muito estresse terminando a faculdade, por isso escolhi ficar apenas no litoral e ir às três cidades que mais gosto do departamento de Rocha. A Cassiany (que vocês já conhecem do outro relato) e sua amiga Carolina (agora minha amiga também) decidiram ir comigo um pouco antes da data. Chegamos no Chuí, as gurias compraram suas passagens de volta para Porto Alegre (eu não comprei pq não sabia se iria embora no mesmo dia que elas), e, depois, nós compramos nossa passagem para Punta del Diablo pela Rutas del Sol (10 reais = 79 pesos), comemos torradas e tomamos café, trocamos todo o nosso dinheiro e ficamos esperando o horário do ônibus na praça principal, de onde saem todos os buses.

Chegado o momento de partir, conhecemos o João, curitibano de Maringá que havia falado comigo pelo Facebook sobre sua viagem ao Uruguai. Além dele, também conhecemos seus amigos Thiago e Ualid. No terminal de Punta del Diablo, eles decidiram que iriam para o camping que nós fôssemos, e nós já tínhamos decidido que iríamos para o Flor de Pez. Pegamos a van, e o motorista nos deixou perto de lá.

Montamos nossas barracas, tomamos banho e fomos (nós, gurias) até o centro atrás de um bar. Demoramos uns 15 min andando até decidir onde parar, até que paramos no Lo de Olga. Compramos batatas fritas (100 pesos – não chega nem perto das porções daqui de Porto Alegre, mas deu só para gente não ficar de barriga vazia) e a cerveja de 1 litro custava 150 pesos.

 Bota a cara no sol

Playa del Rivero

  Shhhh

Playa de los Pescadores

Depois de um bom tempo por lá, voltamos para o camping, comemos nossas bolachas recheadas (estávamos altas), e fomos fazer a janta. Nisso, os guris chegaram, haviam bebido também. Todos comemos, estava bem divertido, os guris tiraram várias fotos (a maioria delas eu não vi até hoje) e, depois, começamos a beber vinho atrás de vinho. 3:)

Quantas brasileiras são necessárias para servir um prato de macarrão?

Já noite (lembrando que anoitece perto das 21h), todos já um pouco fora de si, teve uma hora que eu fui para a minha barraca fazer não sei o quê (digo novamente, estava alta), daí a Cassy foi atrás de mim, nós discutimos, eu demorei mais pra sair de lá e quando voltei para me juntar a eles de novo, ninguém estava mais lá. Fiquei puta e decidi que, se ninguém ia sair, eu ia sozinha (borrachos são foda). Era um sábado à noite, gente! E lá fui eu na meia luz das ruas um tanto desertas até o centro movimentado de Punta. Bebi uma garrafa de cerveja (sozinha, claro), dancei muito (sozinha e acompanhada), fiz amigos de festa (que veria no dia seguinte no mesmo lugar) e fui caminhando para casa tranquilamente pela Avenida de los Pescadores, vendo o sol nascer. Olhando o mar, por alguns segundos, tive vontade de chorar. E quem não tem de vez em quando?

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