Uma noite em Valizas

Como podem ver, nossos planos iniciais de fazer Punta del Diablo, Cabo e Valizas já tinham se concretizado antes mesmo do Ano Novo. Pensando nisso e tendo que pegar nossas tralhas no terminal, voltamos para Valizas (47 pesos), e os guris seguiram caminho para La Pedrera. Chegando lá, pegamos nossas lindas mochilas de volta e fomos em busca do camping El Jardín Volador, que ninguém sabia onde ficava, mas, no meio do caminho, vimos as placas dele, daí foi só seguir. Então, prestem atenção nas placas dos hostels e campings nos postes. Arrumamos nossa barraca e fomos direto tomar banho porque né, não tomávamos um desde que saímos de Punta del Diablo. Aham.

Jantamos o abençoado miojo com atum (ainda era dia), fomos no nosso mercadinho El Puente, voltamos, sentamos, comemos kiwi. Essa é a legítima rotina de Valizas.

Perto das 23h, jantamos de novo 😛 e ficamos socializando com um casal na cozinha. Muito legais eles. Estava ótimo, fora os sapos, a perereca que caiu em cima da massa da Cassy e o gatinho que encheu o nosso saco por causa de comida. Eu gosto de gatos, mas esse filhote passou de fofinho para enchedor de saco. Que o diga a Cassy, que saiu toda arranhada de tanto que o gatinho tentava escalar a perna dela.. hahah..Depois que o casal saiu, ficamos um tempão na cozinha conversando. Já falei que gosto muuuito desses momentos?

Quase 2h, fomos para o centro, mas a minha expectativa de curtir o El León morreu em um segundo, visto que estava fechado. Daí passamos no Mc Valizas para comprar cerveja, mas o cara demorou para nos atender, daí eu quis procurar outro lugar. Na nossa procura, achamos o La Fraterna, restaurante no qual havíamos pedido informações à tarde, e estava rolando uma festa latina lá dentro. Já entramos dançando, compramos cervejas e curtimos um tempo lá. Quando a festa despilhou, caminhamos até a praça de novo. Tinha um grupo sentado no chão cantando músicas brasileiras. Decidimos nos aproximar. A maioria do povo brasileiro foi embora e ficaram os uruguaios. Ficamos conversando com um mineiro e um uruguaio e deitamos na grama para olhar o céu de Valizas. Ah, o céu de Valizas. Que boas lembranças me traz.

Quando acordamos, estava insuportavelmente quente dentro da barraca. Eu e a Carol não quisemos ficar mais lá e fomos para praia. Pedimos para o mar levar tudo de ruim que pudesse estar nos atrapalhando e fizemos um exercício de pensar em coisas positivas. Na volta, a Cassy já estava pronta, daí eu e a Carol fomos tomar banho. Depois, fomos fazer o almoço, e uns guris que tinham lá e também estavam cozinhando puxaram um pouco de assunto.

Quando sentamos para comer, outro uruguaio conversou com a gente. Ele tinha o olhar bem misterioso e parecia bem curioso acerca de nós. Acho que todos eles queriam nos conhecer. Desde que havíamos chegado, não havíamos socializado muito. Sempre existe aquela sensação de estranhamento, o fato de ter que se familiarizar novamente, e ainda estávamos nesse processo. Começávamos a nos sentir mais em casa quando todos começaram a se aproximar de nós, bem na hora de ir embora. Tenho certeza que seria uma experiência ótima, mas já estávamos decididas a passar a virada em La Pedrera. Mal sabíamos a sucessão de perrengues que viriam a seguir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *