Daytrip – Parque Nacional da Serra Geral

Foto: Vanessa Lorenz

Assim como acontece com Porto Alegre, dizem que o Rio Grande do Sul não é um estado muito turístico. Ao pensar no que visitar por aqui, a maioria das pessoas pensará na capital, em Gramado e em Canela. Há um tempo, eu também pensava assim, mas, a cada dia que passa, descubro novos lugares para visitar, tanto em Poa como no estado. O turismo fora da capital é muito voltado para aqueles que se interessam por natureza e aventura ou vinho e chocolate. Ou os dois, claro.

Para quem gosta de trekkings e paisagens lindas, uma das opções é visitar o Parque Nacional da Serra Geral, em Cambará do Sul, cidade que também abriga o famoso Parque Nacional dos Aparados da Serra. Essa é uma visita que se pode fazer em um dia se o objetivo é apenas ir ao parque e voltar para a capital. Há quase três semanas, fiz esse tour. A empresa escolhida foi a TripTri Destinos, que faz passeios e viagens para cidades dentro e fora do RS e para países como Uruguai e Argentina. Recomendo muito.

Cânion Fortaleza – Foto: Ellen Queiroz

A) O parque

O Parque Nacional da Serra Geral começou a se chamar assim a partir de 1992. Sua área é de 17.300 ha. e os principais pontos a serem visitados lá dentro são as trilhas do Mirante do Cânion Fortaleza, da Pedra do Segredo e da Borda dos Cânions. A entrada é gratuita, e ele está aberto à visitação de segunda a domingo, das 08h00 às 17h00, e das 08h00 às 18h00 durante o horário de verão. É possível ficar dentro do parque até uma hora após o fechamento do portão de acesso.

B) Como chegar

Como o portão de entrada do parque fica a 22km da cidade, passando por uma estrada de terra e cheia de pedras, ou se vai de carro ou se vai até uma agência para contratar algum transporte até lá. O percurso dura cerca de 1h.

C) O que levar?

  • Roupa confortável
  • Tênis ou Bota de caminhada (algo que não te faça escorregar e nem machuque seus pés)
  • Roupa para banho (caso queira entrar no rio – aviso que a água é geladíssima)
  • Roupa e calçado reserva (tu vai querer trocar de roupa no final, acredite)
  • Boné
  • Filtro solar
  • Repelente
  • Água
  • Comida (não tem nenhum lugar para comprar comida durante a caminhada)
  • Identidade
  • Capa de chuva (o passeio não é cancelado se chover)

D) Como foi o tour com a TripTri?

A ideia do tour é apenas a visita ao parque, portanto não conheci a cidade. O valor é de R$ 69, e eu fui com minha prima Cassiany, nossa amiga Carol e minhas amigas alemãs Vanessa, Tanja e Lena, Todos se encontraram, das 5h30 até às 6h10 da manhã, no ponto de encontro, onde entramos em um ótimo ônibus de dois andares, que estava lotado. A viagem até Cambará durou um pouco mais de 4 horas. Ao chegarmos, paramos em uma padaria para tomar café (R$ 10, valor não incluído). Quem não quiser pagar o café, pode levar seu próprio lanche ou comer no posto de gasolina que tem na rua em frente. Lá, também será a última oportunidade de ir ao banheiro antes da trilha.

Sorria, tu tem que chegar lá na ponta daquela montanha. – Foto: Cassiany Simões

Umas 11h30, entramos em outro ônibus (bem velho – R$ 10, valor extra), que nos levaria até o parque e faria nosso transporte lá dentro até o início das trilhas. Depois de 1h balançando demais naquela estrada cheia de pedras, chegamos no início da trilha do Mirante (7km), que dura cerca de 2h entre subida e paradas para descansar e fotos/admiração. E os diversos tipos de paisagens que temos durante a subida são essas:

Foto: Carolina Assenato

Mal começou e eu já tava morrendo – Foto: Carolina Assenato

Cânion Fortaleza – Foto: Leonardo Cechin

Tanja, Lena, Yo, Cassy, Carol e Vanessa – Foto: Leonardo Cechin

Foto: Ellen Queiroz

Foto: Leonardo Cechin

Voltando para o ônibus – Leonardo Cechin

Em seguida, depois de muitos insetos grudando na gente, percorremos todo o caminho de volta até o ônibus e seguimos para o início da trilha da Cachoeira do Tigre Preto e Pedra do Segredo, que também dura cerca de 2h parando para muitas fotos. Essa é menos cansativa que a outra e é onde se pode tomar banho de rio, quem tiver vontade, ou pegar água do rio (salvação se estiver muuuito calor).

Foto: Cassiany Simões

Do rio, pegamos o restante da trilha para a cachoeira e, em seguida, para a Pedra do Segredo. Para mim, a Pedra foi a parte mais sem graça do passeio, mas tudo vale a pena só pelo fato de estar lá em contato com a natureza.

Cachoeira do Tigre Preto – Foto: Ellen Queiroz

As coxas não agradecem. – Foto: Cassiany Simões

Descansando na Pedra do Segredo – Foto: Carolina Assenato

Descansamos um pouco e pegamos outro caminho para chegar até o ônibus.

Foto: Leonardo Cechin

Voltamos toda a estrada de terra e pedras até a padaria, onde podemos trocar de roupa, ir ao banheiro e comer qualquer coisa (não tem café, pães, frios e bolos nos esperando como pela manhã). Daí, voltamos para Porto Alegre, todos quebrados, chegando lá pelas 21h no ponto de encontro. 😛

Eu adorei o passeio, não só pelas paisagens, mas também pelas trilhas. Foi a primeira vez que fiz trilha e curti muito a experiência, mesmo estando fora de forma. A empresa TripTri foi super pontual e explicava cada passo que daríamos. Durante o passeio, se pode tirar fotos por conta própria ou usar os serviços do fotógrafo (R$ 20 pelo pacote de fotos, ou seja, se tirar 1 ou 30, ainda pagará os mesmos R$ 20, então vale a pena aproveitar). Também é válido dizer que escolhi ir com empresa porque gastaria mais se fosse por conta própria. O bom de ir sozinha(o) é poder ficar mais tempo e aproveitar para conhecer a cidade e visitar também o Aparados da Serra. Para quem quer conhecer mais do Serra Geral, ainda existem os cânions Malacara e Churriado e a trilha Borda dos Cânions.

Da forma que for, bora exploraaaar!!!

Foto: Leonardo Cechin

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