Caronando: primeiros passos

No dia 14 de maio, acordamos para um dia que já sabíamos que não seria nada comum. Era O dia, aquele que esperávamos há tempos e que, ao abrir os olhos, não acreditávamos que tivesse chegado. Chegou! Terminamos de arrumar o que faltava nas mochilas, nos despedimos de nossas famílias e o irmão e a mãe da Cassy nos levaram até a rodoviária. Lá, compramos passagens em um ônibus em direção a Guaíba (cerca de R$ 8 cada), nos despedimos rapidamente e subimos. Os minutos até ele parar na Br-116, em frente ao posto Ipiranga, passaram devagar e rápido, mas o nervosismo ou a ansiedade já não tinha mais espaço. Ao descer do ônibus, decidimos ficar depois do posto para mostrar que estávamos indo em sentido a Pelotas, exatamente nesse ponto azul:

mapa br116

Esse site é muito bom para quem vai viajar de carona. O círculo azul é o comentário que fizemos acerca do ponto onde pegamos carona. Ficamos depois do pedágio, da Polícia Federal e do posto Ipiranga.

20160514_090659Primeiro, pedimos carona sem placa nenhuma, porque esquecemos de fazer uma. Só o básico né. ahhahah.. Depois, a Ellen fez uma no único papel que tínhamos e que era branco, portanto não temos ideia se dava para enxergar alguma coisa com todo aquele sol. Pensamos que não, mas…

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Depois de 40min, um caminhão parou. Era o Everaldo, caminhoneiro, cujo sonho era ter uma carreta. Há 4 anos, conseguiu realizar este sonho e, desde então, viaja o Brasil, mas sempre quer estar em casa nos finais de semana. Durante nossa conversa,  ele falou que só dá carona para mulheres, que para homem não pára de jeito nenhum. Disse também que o melhor dia para pegar carona na rota que estávamos fazendo era exatamente o dia que escolhemos, pois, no sábado, muitas pessoas estão voltando para suas casas em Pelotas depois da semana de trabalho. Por fim, nos levou até Turuçu e nos deu seu número caso quiséssemos ir com ele para o Chuí na segunda-feira.

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Cassy, Ellen e Everaldo

Depois de cerca de 1h esperando em frente a um posto na saída de Turuçu, o casal de universitário Ellora e Luciano pararam para nós com sua combi. Nessa altura do dia, já havíamos percebido que é muito difícil carros particulares  pararem para caroneiros. Tivemos a sorte de eles serem jovens e quererem fazer uma viagem parecida com a nossa. Além disso, estavam indo direto para Pelotas. A conversa foi muito boa, os dois são muito gente boa. Ao chegarmos na cidade, trocamos contato e nos despedimos. Estávamos muito perto da casa onde ficaríamos, mas, com as mochilas e as muamba que estamos carregando, ficou bem ruim de caminhar até lá.

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No primeiro e segundo dias na cidade, não fizemos muita coisa, nem saímos de casa, pois, no domingo choveu o tempo inteiro. Ficamos organizando nossas coisas e curtindo um pouco da companhia das nossas anfitriãs pelo Couchsurfing, Erika e sua mãe Rose, que nos receberam muito bem e estavam sempre preocupadas com o nosso bem-estar no friozão que estava fazendo. 😛

Na segunda-feira, finalmente conseguimos sair de casa e fomos conhecer o centro histórico de Pelotas. Olhem um pouco da lindeza:

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Praça Coronel Pedro Osório12

Biblioteca Pública Municipal18

Mercado Central 25

Club Caixeiro

Depois, seguimos em busca do Circulo’s, uma lanchonete que serve um xis famoso na cidade chamado de Bebum, pois contém vinho. Xis é como um hambúrguer só que muito melhor e maior. 🙂 Para a nossa má sorte, estava fechada, daí comemos no Subway mesmo, mas, para a nossa boa sorte, na procura, achamos a Catedral Anglicana Cristo Redentor (ou a “Cabeluda”). É linda ou não é? Éeee.

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A partir daí, pensamos em voltar para casa, mas vimos no nosso mapa que estávamos a algumas quadras perto do Quadrado, um lugar onde o povo da cidade costuma ir para assistir o por do sol, então para lá fomos. No caminho, pudemos notar a mudança de paisagem, o sentimento era de que estávamos entrando em uma zona mais perigosa da cidade, e estávamos mesmo, e entramos. Mas não aconteceu nada, muito pelo contrário, tiramos fotos da Universidade de Artes e Design, depois no Quadrado e ainda tomamos uma cerveja litrão Polar no boteco de lá (Bar do Quadrado) porque estava apenas, APENAS, R$ 6. Segurem nossas mãos!!!!

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Universidade de Artes e Design 29

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Ajuudaaaaa!!!! 6 REAAAAISSSS!!!

Depois desse momento feliz, fomos para casa e organizamos nossas tralhas porque, no dia seguinte, partiríamos para o Uruguai. Assim imaginávamos…

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