Caronando a Jaguarão: A paciência nos leva longe

Na Br-471, começamos a pedir carona rumo a Jaguarão cerca das 8h, assim pensávamos, mas, após alguns caminhoneiros passarem sinalizando que estávamos na direção errada (Parabéns pra nós), caminhamos uma meia hora, agora no sentido certo, sofrendo, até encontrar uma parte da estrada que tivesse acostamento. Dessa vez, já tínhamos placa, feita pela Erika, e que podíamos escrever com giz. No lugar que paramos, ficamos mais um bom tempo esperando com vento na cara até que caminhamos mais um pouco. Depois de 2h20 esperando, Nei, comerciante que mora em Bento Gonçalves, nos deu carona, mas, como não deu para nos deixar na rótula que ia para Jaguarão por falta de acostamento, acabou se afastando, nos deixando em um posto de gasolina no sentido para Porto Alegre. Pelo menos, agora estávamos na 116! \o/ Daí, caminhamos novamente em sentido contrário por cerca de 2km até onde tivesse acostamento. Quase 13h, Marcelo e Vanessa, casal que mora em Rio Grande, parou e nos deu carona até um pouco depois da rótula que deveríamos ter parado antes.

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Vanessa

Caminhamos até depois do viaduto e, às 14h20, Marcos, caminhoneiro, parou mesmo com a desconfiança do amigo que vinha logo atrás. Ele disse que parou porque já tinha nos visto na estrada pela manhã. Segurem nossas mãaaos!! 🙁

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Marcos

A conversa foi muito boa, e ele nos levou por um bom pedaço, nos deixando antes da entrada para Pedro Osório. Dali, caminhamos até a frente de uma venda, comemos uma lata de atum e, meia hora depois, o Raúl, caminhoneiro uruguaio de Florida, parou para gente. Ele disse que quase nunca pára para caroneiros e quase nunca passa por essa rota. Também conversamos muito com ele e descemos faltando cerca de 10km até Jaguarão. Era quase fim de tarde. Nesse momento, vimos que não iríamos chegar em Treinta y Tres naquele dia e já olhávamos ao redor na estrada para ver onde podíamos montar acampamento.

Em pouco tempo, Flávio, que já morou em muitos lugares do Brasil, parou. Ele foi sensacional com a gente. Além de nos levar para Jaguarão, ainda fez um tour pela cidade, atravessou a fronteira para Rio Branco para nos mostrar como teríamos que fazer no dia seguinte e, ao dizermos que não tínhamos ideia de onde iríamos dormir, disse que não poderia nos receber em sua casa porque estava recebendo o filho, mas conseguiu outro lugar para gente. Nos levou até lá, no porto, onde outra figura que ajuda muitos viajantes também entrou no nosso caminho: o Mira.

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Flávio

O Mira nos recebeu na sede dos motociclistas, onde ele ajuda motoqueiros, ciclistas e mochileiros com alojamento e comida, tudo sem pedir nada em troca. Passamos um bom momento com ele e um casal de amigos dele enquanto a comida era feita. No dia seguinte, sacamos dinheiro e, quando íamos levar a chave da sede, o Mira apareceu e, com um amigo, nos levou até Rio Branco, e os dois nos levaram nas agências para procurar passagem de ônibus para Treinta y Tres. Gente muuuito do bem. Se você precisar de ajuda em Jaguarão, procure por Claudenir Mirapaleta (o Mira) no Facebook.

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Mira

Depois disso, foi sentar no conforto do bus e esperar o que Treinta y Tres nos reservava.

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