Treinta y Tres: nas quebradas dos 33 Orientales

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Chegando na agência do ônibus em Treinta y Tres, não tínhamos ideia para que lado ir para a casa do nosso host. Enquanto organizávamos nossas coisas para começar a caminhar, Alejandro, o host, apareceu do nada porque ia se informar de alguma coisa ali na agência, que também é uma espécie de correio. Dali, fomos caminhando para a sua casa, onde ganhamos um quarto só para gente e onde, nos três dias que passamos lá, nos sentimos muito confortáveis. Nesse dia, não fizemos muita coisa. Enquanto o Ale foi para a aula, nós tomamos banho, atualizamos coisas do blog, avisamos as famílias que estávamos bem e conversamos muitíssimo com a Judith, irmã do nosso host. Ela falou muitas coisas sobre o povo da cidade e do país. Disse que a maioria das pessoas da cidade é bem conservadora e religiosa e que Treinta y Tres parou no tempo, atrapalhando o próprio progresso. À noite, saímos para comer chivitos em um trailer que tem ali perto. É super tranqüilo e seguro andar por lá, as casas ficam com as portas destrancadas sempre, os vizinhos se conhecem, parece muito cidade do interior.

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Reservamos o dia seguinte para ir até a Quebrada de los Cuervos, que fica cerca de 30 km de Treinta y Tres, mais 25 km de estrada de terra até a entrada. Quando se chega na parte da Ruta 8 que tem a placa para a Quebrada, tem outra para você pedir informações em um armazém que tem por ali. A moça vai te dar um mapinha com a rota de 25 km que você deverá seguir caminhando até a entrada de fato. Nossa saga até lá foi cheia de sorte. Para chegar, caminhamos até a ruta e conseguimos 2 caronas para chegar até a estrada de terra. Aí, com o mapa em mãos, um moço de carro chegou bem na hora e nos levou todo o caminho até a Administración da Quebrada. Aqui é onde se paga 50 pesos. A trilha demora cerca de 2h30.

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25 km!!!!! 4

Moço que nos salvou e, ainda por cima, era muuuito gente boa

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Começo da trilha – Vá para a esquerda!

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Vá para a direita se quiser descer até a Quebrada!

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Pensem em uma água gelaaada.

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Vale a pena, meu povo!!

Na volta para Treinta y Tres, não tinha uma alma viva na estrada de terra, então começamos a caminhar e sofrer internamente pelo caminho de 25 km que tínhamos pela frente e porque sabíamos não conseguiríamos chegar até a Ruta 8 antes de anoitecer. Pior, até chegar, íamos entrar noite adentro se arrastando até a estrada. Mas, dramas à parte, depois de uns 30 minutos caminhando, ouvimos barulho de carro. Foi a nossa salvação. O moço nos Levou até a ruta e daí conseguimos carona com outro caminhoneiro até a rua que devíamos entrar para ir para a casa do nosso host. Essa noite, cozinhamos massa, bebemos vinho e ficamos muito tempo conversando com o Alejandro e a Judith, o que sempre era ótimo.

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                No nosso terceiro e último dia, descansamos e, pela tarde, fomos conhecer a cidade com o Ale. Treinta y Tres é muito querida, cheia de árvores, arquitetura chama a atenção, tem um ar de interior e é muito segura. Recebeu esse nome porque, a mando de Juan Antonio Lavalleja, militar e presidente do Uruguai em 1853, “33” homens lutaram pela independência do país. Cada um deles tem uma rua com seu nome. Passamos pela Praça 19 de abril, ao redor da qual fica a Intendencia e a Biblioteca Municipal, e o Parque Río Olimar, que recebe eventos culturais e onde se pode acampar. Lá, desde a Playa Rio Olimar, ainda se pode ver as duas pontes da qual os locais tem muito orgulho.

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Plaza 19 de Abril5

Monumento a los 33

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Ponte sobre o Rio Olimar. E Barack admirando o fim de tarde.

À noite, fomos beber mais um pouco de vinho com o Ale e seus amigos. Às 4h da manhã, acordamos correndo. O nosso ônibus para Rocha saía às 5h.

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