De Colonia a Carmelo: quando a estrada te surpreende

dsc06216

Intendencia de Colonia

Para sair de Montevideo, pegamos um ônibus e, depois que descemos, andamos cerca de 5 km até um ponto onde decidimos pedir carona. Quinze minutos depois, Evan, de Río Branco, parou porque aquela era uma zona perigosa para caronar. Ele tinha o dia livre, é taxista e estava indo buscar a mãe em San José. Depois dele, às 14h30, quem nos deu carona foi o caminhoneiro Fabricio, que nos ajudou e deixou bem perto de Colonia del Sacramento. Cara muito gente boa.

20160606_154406

Às 15h50, Melina e Eliana, nossa segunda carona feminina, pararam, nos ajudaram e nos levaram até Colonia. Daí, seguimos para o Hostel Sur, onde ficamos 2 dias por não ter conseguido couch. Até foi bom porque, depois de duas experiências complicadas com famílias, podíamos, finalmente, nos sentir confortáveis.

20160607_111921

No primeiro dia lá, como chegamos perto do fim de tarde, não fizemos muito, só sacamos dinheiro e fomos ao mercado. No dia seguinte, fizemos brigadeiro e saímos para vender enquanto caminhávamos zonas históricas e não históricas da cidade. Descobrimos que não temos espírito de vendedoras e nem cara de pau, mas até que nos saímos bem para a primeira vez. ahahhah.. Vimos o por do sol comendo os 4 que não conseguimos vender. ahhaha…

20160607_113255 20160607_164316

No outro dia, era hora de ir para a estrada novamente. Caminhamos até a ruta e três cachorros nos seguiram e não nos largaram mais. Depois de um tempão esperando alguém parar, começamos a caminhar, e Álvaro parou sem a gente fazer sinal. Eram 14h15. Ele nos levou por 10 km na Ruta 21 para que nos afastássemos mais da entrada da cidade. Às 16h15, outro moço parou. Ellen foi na caçamba, e Cassy dentro do carro conversando com ele.

20160608_130913

Já perto de Carmelo, mas quase fim de tarde, pedimos carona mais uma vez já olhando ao redor onde podíamos colocar a barraca. Depois de um tempo, Jose parou e nos levou até a cidade. Conversamos bastante, ele perguntou onde ficaríamos, e eu disse que não sabíamos muito bem, mas que talvez acampássemos na Playa Seré. Ele, então, disse que faria um tour com a gente e que, se quiséssemos, no fim, podíamos ficar na casa que ele tinha há 3 km ou acampar na praia. Ao fim, mesmo ficando com o pé atrás, óbvio que aceitamos ficar numa casa quentinha do que na praia no frio, mas não imaginávamos que a casa fosse tão bonita e ótima. Na verdade, era tipo uma casa-restaurante, no campo, com piscina e tudo, mas não era tão longe da cidade. Ele não morava lá. Em seguida que chegamos, ele foi trabalhar, e nós ficamos cozinhando e tomamos nosso merecido banho. Ele logo voltou com um amigo, cozinharam frango, vimos o jogo do Brasil (estava rolando os Jogos Panamericanos) e eles se foram, deixando a casa só pra nós. Antes de sair e depois de um monte de perguntas acerca da nossa viagem sem muita grana e de carona, o amigo de Jose nos deu dinheiro para nos ajudar a seguir e que foi muito útil no dia seguinte. Confessamos que, em todo momento, por sermos mulheres, estávamos com o pé atrás e não dormimos muito bem imaginando que eles podiam voltar ou qualquer pessoa podia aparecer no meio da noite e nos atacar porque a casa ficava no meio do nada.. ahahhah… Mas nada aconteceu, acordamos aliviadas e com mais fé na bondade das pessoas. A estrada é mesmo imprevisível, não só por chegar em um lugar sem teto e conseguir um lugar quentinho, com um quarto só para nós, mas também porque, nessa noite, depois de muito esperar por respostas positivas de alojamento no norte do Uruguai, decidimos que desistiríamos e seguiríamos para a Argentina.

20160608_181413

Vista desde a casa

Às 13h do outro dia, Jose nos levou até a ruta para pedirmos carona para Mercedes.

20160609_121321

Jose

Ficamos lá mais de 2h e nada, ninguém parava. Foi quando decidimos voltar até a parada mais próxima e esperar o bus para lá. Ônibus tomado, na rodoviária de Mercedes, compramos passagem para Gualeguaychú, já na Argentina. O bus sairia às 6h30, portanto, passamos a noite no terminal, Cassy dormindo e a Ellen vendo filmes. Nisso, antes de dormir, Cassy fez um pedido de couch para o Nacho. De madrugada, já tínhamos uma resposta positiva. Era a Argentina nos dando as boas-vindas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *